Pregador: Pr. João Nunes Machado
Texto Base: Filipenses 2:9-11 | João 15:14-15
🎙️Apresentação
Pr. João Nunes Machado é casado, brasileiro, residente em Florianópolis/SC.
Formado em Teologia Cristã pela FATEC (Faculdade Teológica Cristocêntrico), atua como Ministro do Evangelho há mais de 20 anos, dedicando sua vida ao ensino das Escrituras e ao pastoreio de almas.
🌟Introdução Impactante
Imagine que você fosse convidado para um jantar na Casa d'Agronômica com o Governador, ou uma audiência com um Chefe de Estado. Você chegaria batendo no ombro dele e dizendo: "E aí, cara? Tudo bem?" Provavelmente não.
Vivemos na era da "Geração do Direct", onde a acessibilidade digital nos deu a ilusão de que todos estão no mesmo nível. No entanto, quando dobramos os joelhos, estamos diante do Pantokrator (O Todo-Poderoso).
Hoje, vamos analisar se a nossa "intimidade" com Cristo não está se transformando em "informalidade desrespeitosa".
A pergunta não é se Jesus é nosso amigo, mas se ainda lembramos que Ele é o nosso Senhor.👑
📜Contextualização Histórica e Cultural
No contexto bíblico, o nome e o tratamento carregavam a essência da pessoa.
No Antigo Testamento: O nome de Deus (YHWH) era tão sagrado que os escribas trocavam de pena antes de escrevê-lo.
No Contexto Grego: A palavra Kyrios (Senhor) era usada para o Imperador Romano. Chamar Jesus de Kyrios era um ato de rebelião política e rendição espiritual total.
A Mudança de Paradigma: Jesus rompe a barreira do medo, mas não a da reverência. Ele nos chama de amigos, mas mantém a posição de Mestre (João 13:13).
🔍Análise do Texto Bíblico
1. A Intimidade não anula a Soberania (João 15:14)
"Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando."
Jesus estabelece uma amizade baseada na obediência. O termo "amigo" no grego (philos) indica afeição, mas no Reino de Deus, Ele é o Amigo que dá as ordens. Chamar Jesus de "você" pode ser um reflexo de um coração que O vê apenas como um "parceiro" e não como o Rei que governa a vida.
2. O Nome que está acima de todo nome (Filipenses 2:9-11)
Paulo deixa claro: ao nome de Jesus, todo joelho se dobra. A cultura contemporânea tenta "humanizar" tanto a Cristo que esquece de Sua Divindade. O tratamento que damos a Ele reflete a saúde do nosso temor (Salmo 111:10).
🎨Ilustração Contemporânea: "O GPS e o Criador"
Muitos tratam Jesus como um aplicativo de GPS. Você o consulta quando está perdido, usa uma voz informal e, se ele demora a responder, você fica irritado. Mas Jesus não é um recurso no seu celular; Ele é o dono da estrada, do carro e do fôlego que você usa para respirar. Tratar o Criador como um "colega de app" é esvaziar a Cruz de sua glória.
💡Conclusão:
É pecado dizer "Você" para Jesus? Talvez não seja uma questão de pecado gramatical, mas de postura do coração. Se o "você" nasce de uma intimidade profunda como a de um filho com o pai, há graça. Mas se nasce da falta de temor e da banalização do sagrado, precisamos de arrependimento.
Que a nossa linguagem reflita o que Tomé declarou ao tocar em Suas feridas: "Senhor meu, e Deus meu!" (João 20:28).
📋Recomendações e Termos de Uso
Este material foi elaborado para a edificação do Corpo de Cristo.
Uso Gratuito: Autorizado para alunos de teologia, professores de EBD, pastores, palestrantes e líderes de células.
Condição: É obrigatória a citação da fonte e do autor.
Fonte: Pr. João Nunes Machado.
📧Contato para convites e materiais: perolasdesabedorianunes@gmail.com
🤝Nos laços do Calvário que nos unem,
✝️Pr. João Nunes Machado

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