sábado, 31 de agosto de 2024

O que a Bíblia diz sobre se exibir o corpo?

A Nudez como um Símbolo na Profecia Bíblica 

Passagem Principal: Isaías 20:2-4

Introdução

2. Nesse mesmo tempo falou o SENHOR por intermédio de Isaías, filho de Amós, dizendo: Vai, solta o cilício de teus lombos, e descalça os sapatos dos teus pés. E ele assim o fez, indo nu e descalço.

3. Então disse o SENHOR: Assim como o meu servo Isaías andou três anos nu e descalço, por sinal e prodígio sobre o Egito e sobre a Etiópia,

4. Assim o rei da Assíria levará em cativeiro os presos do Egito, e os exilados da Etiópia, tanto moços como velhos, nus e descalços, e com as nádegas descobertas, para vergonha do Egito.

A nudez é um símbolo poderoso nas Escrituras, frequentemente associado a vergonha, vulnerabilidade e julgamento. 

No texto em pauta: Deus ordena ao profeta Isaías que ande nu e descalço como um sinal profético contra o Egito e a Etiópia. 

Este sermão expositivo explorará como a nudez é usada nessa passagem para simbolizar o julgamento divino e a revelação da fraqueza humana, e o que isso significa para nós hoje.

I. Contexto do Texto

Isaías 20:2-4 se passa durante um período de grande instabilidade política e militar, quando o império assírio estava em ascensão. Egito e Etiópia (Cuxe) eram potências regionais que Israel, em sua fraqueza, tentava aliar-se para proteção contra a Assíria. Deus, através do profeta Isaías, utiliza a nudez como símbolo para demonstrar a futilidade de confiar em nações estrangeiras em vez de confiar Nele.

II. Exposição do Texto

Versículo 2: "Naquele tempo, falou o Senhor por intermédio de Isaías, filho de Amoz, dizendo: Vai, solta o cilício dos teus lombos e descalça as sandálias dos teus pés. Ele o fez, indo nu e descalço."

Comentário: Deus ordena a Isaías que retire suas vestes de luto e ande nu e descalço. 

A nudez de Isaías aqui serve como um símbolo visual do julgamento iminente sobre o Egito e a Etiópia. 

O ato de andar nu indica completa exposição e vulnerabilidade, refletindo a condição futura dessas nações diante da Assíria.

Versículo 3: "Então, disse o Senhor: Assim como o meu servo Isaías andou nu e descalço três anos, por sinal e prodígio contra o Egito e contra a Etiópia."

Comentário: Isaías obedece a Deus e anda nu e descalço por três anos. Esse período prolongado simboliza a certeza e a seriedade do julgamento que viria. 

A humilhação que Isaías experimenta representa a humilhação que o Egito e a Etiópia enfrentariam por confiarem em suas próprias forças e alianças, em vez de buscar refúgio em Deus.

Versículo 4:"Assim o rei da Assíria levará embora os prisioneiros do Egito e os exilados da Etiópia, moços e velhos, nus e descalços, com as nádegas descobertas, para vergonha do Egito."*

Comentário: A profecia se cumpre com a invasão assíria, onde tanto egípcios quanto etíopes seriam levados cativos, despojados de suas vestes, em uma condição de completa humilhação. A nudez pública era um sinal extremo de vergonha e derrota, mostrando que essas nações não tinham mais glória ou poder para se proteger.

III. Aplicações Práticas

Confiar em Deus, Não em Alianças Humanas: Assim como o Egito e a Etiópia confiaram em sua força militar e alianças políticas, muitas vezes confiamos em nossos próprios recursos ou em outros para nossa segurança. 

Esta passagem nos lembra que somente em Deus encontramos verdadeira proteção e segurança.

Reconhecer Nossa Vulnerabilidade: A nudez na profecia bíblica nos desafia a reconhecer nossa vulnerabilidade diante de Deus. Precisamos admitir nossas fraquezas e nos voltar a Deus em arrependimento, buscando Sua cobertura e proteção.

Humildade e Arrependimento: A humilhação profetizada contra o Egito e a Etiópia nos lembra da importância de vivermos em humildade, reconhecendo que o orgulho e a autossuficiência nos levam à ruína. 

Devemos nos arrepender e nos humilhar diante de Deus, buscando Sua graça e misericórdia.

Conclusão:

Isaías 20:2-4 nos apresenta a nudez como um símbolo profundo de julgamento e vulnerabilidade. Ao refletirmos sobre essa passagem, somos chamados a confiar plenamente em Deus, a reconhecer nossa fragilidade e a viver em humildade e dependência Dele. 

Que possamos aprender com o exemplo de Isaías e dos povos julgados, escolhendo sempre o caminho da obediência e confiança em Deus.

Oração Final:

Senhor, te agradecemos por Tua palavra que nos ensina e adverte. Ajuda-nos a confiar somente em Ti, reconhecendo nossa vulnerabilidade e evitando o caminho da autossuficiência. Que possamos viver de maneira humilde, sempre buscando Tua proteção e graça em todas as áreas de nossas vidas. Em nome de Jesus, amém.

Esse esboço expositivo oferece uma análise detalhada de Isaías 20:2-4, destacando o simbolismo da nudez na profecia e suas implicações para nossa vida cristã. Se precisar de mais detalhes ou ajustes, estou à disposição.

Um Forte Abraço! Nos laços do Calvário que nos une......A serviço do Rei, Pr João Nunes Machado!



segunda-feira, 26 de agosto de 2024

o que é o caos no universso?

Determinismo e Caos: Entenda a Diferença no Universo - Um esboço expositivo

Texto Base: Romanos 8:28  

Introdução

"Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito."

Determinismo:

A) Definição: O determinismo é a ideia de que todos os eventos e ações no universo são causados por fatores anteriores, e que, com conhecimento suficiente dessas causas, é possível prever o resultado de qualquer evento futuro. 

Isso implica que o universo opera de forma previsível e ordenada.

Exemplo: Se você souber a posição e a velocidade de uma bola em movimento, pode calcular exatamente onde ela vai parar. 

Isso é um exemplo de uma visão determinística, onde as leis da física determinam o resultado.

B) Teoria do Caos:

Definição: A teoria do caos, por outro lado, refere-se a sistemas que são altamente sensíveis às condições iniciais, o que significa que pequenas variações no início podem levar a resultados extremamente diferentes e imprevisíveis. 

Embora esses sistemas sejam governados por leis deterministas, a complexidade e a sensibilidade tornam a previsão a longo prazo praticamente impossível.

Exemplo: O famoso "efeito borboleta" é um exemplo de caos: o bater de asas de uma borboleta em um lugar pode, teoricamente, influenciar um tornado em outro lugar. 

Esse fenômeno destaca como pequenas alterações em sistemas complexos podem ter grandes efeitos.

Diferença Fundamental:

Previsibilidade vs. Imprevisibilidade: A principal diferença entre determinismo e caos é a previsibilidade. 

No determinismo, o futuro é previsível e segue uma ordem lógica. 

Na teoria do caos, apesar de existirem leis subjacentes, a imprevisibilidade surge devido à sensibilidade extrema às condições iniciais.

Visão de Mundo: O determinismo sugere um universo ordenado, onde tudo segue uma lógica clara. 

A teoria do caos, por outro lado, nos mostra que o mundo é mais complexo e que há espaço para a imprevisibilidade, mesmo dentro de sistemas ordenados.

Em resumo, enquanto o determinismo busca a ordem e previsibilidade, o caos nos alerta para a complexidade e imprevisibilidade inerentes a muitos sistemas no universo.

O texto de Romanos fala sobre como Deus age em todas as coisas, o que nos leva a considerar se tudo é determinístico ou se existe espaço para o caos em nosso entendimento do universo.

Contexto do Texto Base: Explicar o contexto em que Paulo escreve Romanos, destacando o propósito de Deus em trabalhar em todas as situações, tanto boas quanto ruins, para o bem daqueles que o amam.

I. O Conceito de Determinismo

Definição: Determinismo é a crença de que todos os eventos, incluindo as ações humanas, são determinados por causas anteriores. 

Isso implica que, se conhecermos todas as variáveis, poderemos prever o resultado de qualquer evento.

Referências Bíblicas:

Isaías 46:10: "Declaro o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; digo: O meu propósito subsistirá, e farei toda a minha vontade."

Provérbios 16:9: "O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos."

Aplicação: Deus conhece e determina os acontecimentos, garantindo que Seu propósito seja cumprido. 

Isso dá segurança ao crente de que, mesmo em meio às incertezas, há uma direção divina.

II. A Teoria do Caos

Definição: A teoria do caos ensina que, mesmo em sistemas aparentemente ordenados, pequenas variações podem resultar em resultados imprevisíveis. Isso sugere que há uma imprevisibilidade inerente ao universo.

Referências Bíblicas:

Eclesiastes 9:11: "Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes a vitória, nem tão pouco dos sábios o pão, nem dos prudentes a riqueza, nem dos entendidos o favor, mas que o tempo e o acaso ocorrem a todos."

Salmos 115:3: "O nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe agrada."

Aplicação: A teoria do caos nos lembra que a vida é cheia de incertezas e que nem tudo pode ser controlado. Entretanto, isso não significa que Deus não esteja no controle. Pelo contrário, Ele usa até mesmo o caos para cumprir Seus propósitos.

III. Harmonia entre Determinismo e Caos no Plano de Deus

Síntese dos Conceitos: Embora pareçam opostos, o determinismo e o caos podem ser entendidos como partes de um mesmo plano divino. O caos não é desordem absoluta, mas sim parte de um plano maior que não compreendemos completamente.

Referência Bíblica:  

Jó 42:2: "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido."

Aplicação: Como crentes, somos chamados a confiar em Deus, sabendo que Ele está no controle de todas as coisas, mesmo quando parecem caóticas ou incertas para nós. Deus usa tanto a ordem quanto o aparente caos para nos moldar e cumprir Seu propósito em nossas vidas.

Conclusão:

Apesar da complexidade do universo e das teorias sobre determinismo e caos, Deus é soberano. Ele usa tudo para o bem daqueles que O amam.

Lembrem-se: Devemos  confiar plenamente em Deus independentemente das circunstâncias, sabendo que Ele age em todas as coisas para o nosso bem.

Oração Final: 

"Senhor Deus, agradecemos por nos revelar que, mesmo em meio ao caos e à incerteza, Tu és soberano e tens o controle de todas as coisas. Ajuda-nos a confiar plenamente em Teu plano, sabendo que nada escapa ao Teu olhar amoroso e cuidadoso. Que possamos, em nossa jornada de fé, aprender a descansar em Tua vontade, entendendo que Tu utilizas tanto a ordem quanto o caos para o nosso bem e para a Tua glória. Fortalece nossa fé e nos guia em sabedoria. Em nome de Jesus, amém."

Esse esboço expositivo se aprofunda nos conceitos de determinismo e caos à luz da Bíblia, mostrando como ambos podem ser entendidos no contexto do plano soberano de Deus. Se precisar de ajustes ou adicionar algo específico, estou à disposição!

Um Forte Abraço! Nos laços do Calvário que nos une......A serviço do Rei, Pr João Nunes Machado!

sábado, 24 de agosto de 2024

Porque Jesus orou a Deus se ele também é Deus

A Oração de Jesus: Revelando Sua Relação com o Pai - Expositivo

Texto Base: João 17:1-26

Introdução
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1. JESUS falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti;

2. Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste.

3. E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.

4. Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.

5. E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.

A oração de Jesus em João 17 é uma das passagens mais ricas e profundas das Escrituras, pois nos dá um vislumbre íntimo da relação entre Jesus e o Pai. 

Essa oração, frequentemente chamada de "Oração Sacerdotal", ocorre pouco antes da crucificação de Jesus, quando Ele se volta para o Pai em um momento de profunda comunhão e intercessão.

Contexto: Jesus está prestes a ser traído e entregue para ser crucificado. Neste momento de grande tensão, Ele se volta para o Pai em oração.

A oração de Jesus em João 17 é uma janela para compreendermos Sua divindade, Sua humanidade, e Seu propósito. 

Ela é dividida em três partes: oração por Si mesmo, pelos discípulos e por todos os crentes.

I. Jesus Ora por Si Mesmo (João 17:1-5)

A. Glorificação Mútua

Verso 1: “Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti.”

Jesus reconhece que Sua missão está chegando ao clímax. Ele pede para ser glorificado, não para Seu próprio benefício, mas para que o Pai seja glorificado.

Aplicação: Nossas orações devem buscar a glória de Deus, não os nossos próprios interesses.

B. Autoridade e Vida Eterna

Versos 2-3: “... deste-lhe poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste.”

Jesus tem autoridade para dar vida eterna. Ele define a vida eterna como conhecer a Deus e a Jesus Cristo.

Aplicação: A oração de Jesus nos lembra que nossa vida eterna está enraizada em conhecer profundamente a Deus.

C. Cumprimento da Missão

Versos 4-5: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer...”

Jesus conclui Sua missão na terra, mostrando Seu desejo de voltar à glória que Ele compartilhava com o Pai antes do mundo existir.

Aplicação: Assim como Jesus cumpriu Sua missão, somos chamados a buscar e cumprir o propósito de Deus em nossas vidas.

II. Jesus Ora pelos Seus Discípulos (João 17:6-19)

A. Revelação e Fé

Versos 6-8: “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste...”

Jesus manifesta o nome de Deus aos discípulos, e eles creram que Ele veio do Pai.

Aplicação: Devemos nos esforçar para conhecer e manifestar o caráter de Deus em nossas vidas.

B. Proteção e Unidade

Versos 9-11: “Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste...”

Jesus ora pela proteção dos discípulos e para que eles sejam um, assim como Ele e o Pai são um.

Aplicação: A unidade entre os crentes é essencial e deve ser buscada com zelo.

C. Santificação na Verdade

Versos 17-19: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.”

Jesus pede a santificação dos discípulos pela Palavra de Deus.

Aplicação: A santificação através da Palavra deve ser uma prioridade em nossas vidas.

III. Jesus Ora por Todos os Crentes (João 17:20-26)

A. Unidade no Corpo de Cristo

Versos 20-21: “... para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti...”

Jesus ora pela unidade de todos os que crerão Nele através da palavra dos discípulos.

Aplicação: Nossa unidade com outros crentes é um reflexo da unidade entre Jesus e o Pai.

B. Amor e Glória

Versos 22-23: “E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.”

A glória e o amor de Deus devem ser visíveis na vida dos crentes, atraindo o mundo para Cristo.

Aplicação:** Devemos buscar viver de tal forma que a glória de Deus seja refletida através de nós.

C. Conhecimento de Deus

Versos 24-26: “Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo...”

Jesus deseja que Seus seguidores estejam com Ele e vejam Sua glória.

Aplicação: Nosso desejo deve ser estar com Cristo e conhecer plenamente Sua glória e amor.

Conclusão:

Resumo: A oração de Jesus em João 17 é uma expressão de Sua profunda relação com o Pai e um modelo para nós sobre como devemos orar, buscando a glória de Deus, a unidade entre os crentes, e a santificação pela Palavra.

Desafio: Que possamos seguir o exemplo de Jesus, vivendo em constante comunhão com Deus, buscando Sua glória e permanecendo unidos com nossos irmãos e irmãs em Cristo.

Oração Final

"Senhor, agradecemos por Teu exemplo de oração e dependência do Pai. Ajuda-nos a buscar a Tua glória em nossas vidas, a viver em unidade com nossos irmãos e a sermos santificados pela Tua Palavra. Que possamos sempre refletir o Teu amor e a Tua verdade. Em nome de Jesus, amém." 

Um Forte Abraço! Nos laços do Calvário que nos une......A serviço do Rei, Pr João Nunes Machado!

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Quando Você Se Torna Responsável por Suas Ações

O Trabalho É um Princípio Eterno - Uma Reflexão


Que experiências vocês tiveram que lhes mostraram a importância do trabalho?

O Pai Celestial e Jesus Cristo mostraram-nos por Seus exemplos e ensinamentos que o trabalho é importante no céu e na Terra. 

Deus trabalhou para criar os céus e a Terra. Fez os mares juntarem-se em um lugar, fazendo aparecer a porção seca. Fez a relva, as ervas e as árvores crescerem no solo. Criou o sol, a lua, as estrelas e toda a criatura viva do mar ou da terra. Depois, colocou Adão e Eva na Terra para cuidar dela e ter domínio sobre todos os seres vivos (ver Gênesis 1:1–28).

Jesus disse: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5:17). Disse ainda: “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou” (João 9:4).

Para o professor: Procure ajudar os alunos ou familiares a participarem da aula. 

As pessoas podem ajudar colocando as cadeiras, fazendo a primeira ou a última oração, escrevendo no quadro-negro, lendo escrituras em voz alta, respondendo a perguntas, prestando testemunho ou fazendo um resumo da aula.

Recebemos o Mandamento de Trabalhar

O trabalho tem sido o meio de vida na Terra desde que Adão e Eva deixaram o Jardim do Éden. O Senhor disse a Adão: “No suor do teu rosto comerás o teu pão” (Gênesis 3:19). Adão e Eva trabalharam nos campos para conseguirem seu próprio sustento e o de seus filhos (ver Moisés 5:1).

O Senhor disse ao povo de Israel: “Seis dias trabalharás” (Êxodo 20:9).

No começo da Igreja restaurada, o Senhor disse aos santos dos últimos dias: “Eu, o Senhor, não estou satisfeito com os habitantes de Sião, porque há ociosos entre eles” (D&C 68:31).

Um profeta de Deus afirmou: “O trabalho deve voltar a ser enaltecido como o princípio governante da vida dos membros de nossa Igreja” (Heber J. Grant, Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Heber J. Grant, 2002, p. 115).

Responsabilidade Familiar

Quais são algumas das responsabilidades que pais, mães e filhos têm para manter um lar? O que os membros da família podem fazer para ajudar no trabalho?

Os pais trabalham juntos para prover o bem-estar físico, espiritual e emocional da família. Eles nunca devem esperar que alguém cumpra essa responsabilidade por eles. O Apóstolo Paulo escreveu: “Se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé” (I Timóteo 5:8).

Os casais devem buscar inspiração do Senhor e seguir o conselho dos profetas ao definirem as responsabilidades individuais. Criar um lar onde os princípios do evangelho sejam ensinados diariamente e onde haja amor e ordem é tão importante quanto prover as necessidades básicas de alimento e vestuário.

As crianças devem fazer sua parte nas tarefas da casa. É necessário que elas tenham designações de trabalho que se ajustem a sua capacidade. Precisam ser elogiadas por seu sucesso. Atitudes positivas no trabalho, bons hábitos e uma boa formação são desenvolvidos por meio de experiências bem-sucedidas no lar.

Às vezes as pessoas passam por dificuldades ao tentar prover o sustento da família. Uma doença crônica, a perda de um cônjuge ou a vinda dos pais idosos para morar com a família são coisas que aumentam as responsabilidades no lar. O Pai Celestial não Se esquece das famílias nessas situações e dá-lhes a força necessária para realizarem seus deveres. Ele sempre as abençoará se pedirem com fé.

Podemos Apreciar Nosso Trabalho

Como nossa atitude afeta nosso trabalho?

Para algumas pessoas, o trabalho é entediante. Para outras, é uma parte maravilhosa da vida. Uma das maneiras de apreciar os maiores benefícios da vida é aprender a amar o trabalho.

Nem todos podem escolher o tipo de trabalho que fazem. Alguns trabalham longas horas e mal conseguem satisfazer as necessidades básicas. É difícil apreciar um trabalho assim. No entanto, as pessoas mais felizes são aquelas que aprenderam a apreciar seu trabalho, seja ele qual for.

Podemos ajudar-nos uns aos outros no trabalho. O fardo mais pesado torna-se mais leve quando alguém nos ajuda a carregá-lo.

Nossa atitude para com o trabalho é muito importante. A história a seguir mostra como um homem olhava para além do seu trabalho diário. Um viajante passou por uma pedreira e viu três homens trabalhando. A cada um deles perguntou o que estava fazendo. 

A resposta de cada um revelou uma atitude diferente para com o mesmo trabalho. “Estou cortando pedras” respondeu o primeiro homem. O segundo replicou: “Estou ganhando três peças de ouro por dia”. O terceiro sorriu e disse: “Estou ajudando a construir uma casa de Deus”.

Podemos servir a Deus em qualquer trabalho honesto. O rei Benjamim, um profeta nefita, disse: “Quando estais a serviço de vosso próximo, estais somente a serviço de vosso Deus” (Mosias 2:17). Se nosso trabalho provê apenas as necessidades suficientes para nós e nossa família, ainda assim estamos ajudando alguns dos filhos de Deus.

Como podemos melhorar nossa atitude em relação ao trabalho?

Deus Condena a Ociosidade

O Senhor não Se apraz com os ociosos ou preguiçosos e diz: “O ocioso não terá lugar na igreja, a não ser que se arrependa e melhore o seu proceder” (D&C 75:29). Ele também ordenou: “Não serás ocioso; porque o ocioso não comerá o pão nem usará as vestes do trabalhador” (D&C 42:42).

Desde o princípio da Igreja, os profetas ensinaram os santos dos últimos dias a serem independentes e autossuficientes e a evitarem o ócio. Os verdadeiros santos dos últimos dias não passarão voluntariamente para outros a responsabilidade de seu próprio sustento. Até onde possam, suprirão suas próprias necessidades e as de sua família.

Se tiverem condições, todos os membros da Igreja devem aceitar a responsabilidade de cuidar de parentes seus que sejam incapazes de se sustentarem sozinhos.

Como a ociosidade afeta uma pessoa? Uma família? Uma comunidade?

Trabalho, Descanso e Lazer

Por que é importante manter um equilíbrio entre trabalho, descanso e lazer?

Cada um de nós deve encontrar o equilíbrio adequado entre o trabalho, o descanso e o lazer. Existe um velho ditado que diz: “Não fazer nada é a mais dura das tarefas, porque nunca se pode parar para descansar”. Sem o trabalho, o descanso e o lazer não têm significado.

Não somente é agradável e necessário descansar, como também nos foi ordenado que descansássemos no Dia do Senhor (ver Êxodo 20:10; D&C 59:9–12). Esse dia de descanso após cada seis dias de trabalho traz revigoramento para os dias que se seguem. O Senhor também prometeu “a plenitude da Terra” para os que guardarem o Seu dia (ver D&C 59:16–20; ver também o capítulo 24 deste livro).

Nos outros dias da semana, além de trabalhar, podemos dispor de tempo para desenvolver nossos talentos e distrair-nos com passatempos ou outras atividades recreativas que vão nos revigorar.

O que podemos fazer para manter um bom equilíbrio entre trabalho, descanso e lazer? Como os pais podem ajudar os filhos a manter esse equilíbrio?

As Bênçãos do Trabalho

Quais são algumas das bênçãos que resultam do trabalho honesto?

Deus revelou a Adão: “No suor do teu rosto comerás o teu pão” (Gênesis 3:19). Além de ser uma lei física, essa também foi uma lei para a salvação de sua alma. Não existe uma divisão real entre o trabalho espiritual, mental e físico. O trabalho é essencial a cada um de nós para o nosso crescimento, desenvolvimento de caráter e muitas satisfações que o ocioso nunca conhecerá.

O Presidente David O. McKay disse: “Precisamos entender que o privilégio de trabalhar é uma dádiva, que a capacidade de trabalhar é uma bênção, que o amor ao trabalho é sucesso” (Pathways to Happiness, 1957, p. 381).

“Os homens existem para que tenham alegria” (2 Néfi 2:25). O trabalho é o ponto-chave para a completa alegria no plano de Deus. Se formos justos, voltaremos a viver com o Pai Celestial e lá iremos trabalhar. À medida que nos tornarmos semelhantes a Ele, nosso trabalho se tornará semelhante ao Dele, e Seu trabalho é “levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem” (Moisés 1:39).

Escrituras Adicionais

Moisés 4:23–25 (é dito a Adão que ele trabalhará por toda a vida para conseguir seu alimento)

D&C 56:16–17 (Deus adverte pobres e ricos sobre a ganância, a inveja e o ócio)

D&C 58:26–29 (os homens devem ocupar-se zelosamente numa boa causa)

Mateus 25:14–30 (parábola dos talentos)

Efésios 4:28 (não mais furtar, mas, sim, trabalhar)

I Tessalonicenses 4:11–12 (trabalhar com as próprias mãos)

2 Néfi 5:17 (Néfi ensinou o povo a trabalhar e a ser industrioso)

Um Forte Abraço! Nos laços do Calvário que nos une......A serviço do Rei, Pr João Nunes Machado!