sábado, 27 de janeiro de 2024

FAMÍLIA - A HORA DA DESCISÃO,O CASAMENTO DE ISAQUE( PARTE XX )*


TEXTO BASÍCO GN 24:1-10,61-67

INTRODUÇÃO

1.E era Abraão já velho e adiantado em idade, e o SENHOR havia abençoado a Abraão em tudo.

2.E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa,

3.Para que eu te faça jurar pelo Senhor Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito.

4.Mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque.

5.E disse-lhe o servo: Se porventura não quiser seguir-me a mulher a esta terra, farei, pois, tornar o teu filho à terra donde saíste?

6.E Abraão lhe disse: Guarda-te, que não faças lá tornar o meu filho.

7.O Senhor Deus dos céus, que me tomou da casa de meu pai e da terra da minha parentela, e que me falou, e que me jurou, dizendo: À tua descendência darei esta terra; ele enviará o seu anjo adiante da tua face, para que tomes mulher de lá para meu filho.

8.Se a mulher, porém, não quiser seguir-te, serás livre deste meu juramento; somente não faças lá tornar a meu filho.

9.Então pôs o servo a sua mão debaixo da coxa de Abraão seu senhor, e jurou-lhe sobre este negócio.

10.E o servo tomou dez camelos, dos camelos do seu senhor, e partiu, pois que todos os bens de seu senhor estavam em sua mão, e levantou-se e partiu para Mesopotâmia, para a cidade de Naor.

A Bíblia recomenda cuidado na hora de escolher namorado (a)

É dito que Sócrates, o filósofo grego, ensinou aos seus discípulos o seguinte:


De todo jeito, casem-se. Se vocês conseguirem boas esposas, vocês serão duplamente abençoados. Se conseguirem más esposas, vocês tornar-se-ão filósofos... O que é bom para qualquer homem.

Observem que, segundo esta filosofia de vida, a pessoa com quem você se casa não importa tanto assim, porque o resultado final vai ser bom de qualquer jeito – Se você acertar com a escolha da esposa, você será feliz e abençoado; Se você errar, você será virtuoso. Porém, o que encontramos na Bíblia é o oposto deste conceito. 
Por exemplo, a maneira como Abraão abordou este assunto é oposta à maneira de Sócrates encarar a questão do matrimônio.

Contrário de Sócrates, o cuidado do Patriarca com a tentativa de encontrar a esposa certa para Isaque seu filho, reflete o valor que ele dava ao casamento. Se não, observe.

Não sei se você já notou, mas o capítulo mais longo de Gênesis não é o da criação (Gênesis 1 – com apenas 31 versículos!), por exemplo, mas o do casamento de Isaque (Gênesis 24 – com 67 versículos! – mais que o dobro de versículos de Gênesis 1). Por quê?

Como na Escritura Sagrada nada é por acaso, penso que a explicação fundamental é teológica. É que desde o Livro dos Princípios, Deus quer deixar claro o valor do casamento aos seus olhos. Mas, por quê? --

O casamento reflete a imagem do amor de Deus em Cristo pelo seu povo! (Efésios 5.22-33)
Cf. Mateus 22.1-14; 2Co 11.2-3; Romanos 7.4

O namoro é o caminho para o casamento. Por isso ele não pode ser banalizado nem menosprezado. É exatamente isto que Abraão procura pontuar aqui no capítulo 24 de Gênesis.

Porém, o que mais vemos são as pessoas usando de métodos aleatórios para escolher um namorado (a). São basicamente três os métodos mais usados pelas pessoas:

a) O MÉTODO CARNAL – Forma, tamanho, aparência, sex appeal (apelo sexual), personalidade – ou seja, neste método, a imagem é a consideração mais importante. 

A marca registrada desta abordagem é usar de astúcia e manipulação a fim de se obter o que se quer, às custa do discernimento e do amor.

b) O MÉTODO SUPER ESPIRITUAL – Esta abordagem deixa tudo na mão de Deus, abandonando toda e qualquer responsabilidade e iniciativa pessoal. 

As pessoas envolvidas veem até segundos de “coincidência” como “sinais” de Deus. 

Elas raramente passam junto tempo suficiente para se conhecerem a fim de tomarem decisões racionais. Elas simplesmente “rompem em fé”

c) O MÉTODO NATURAL – Poderíamos chamar este método de “namore quem você conseguir
namorar”. 

Isto geralmente acontece em comunidades pequenas, cidades pequenas, igrejas pequenas, onde não há muitas pessoas. Porém, “escolher” o que está disponível, por falta de opção, não é necessariamente escolher o melhor.

Princípios confiáveis na hora de decidir

Há três decisões fundamentais na vida de qualquer ser humano:

Sobre a salvação (diz respeito à vida eterna)

Sobre a relação (diz respeito à vida a dois e à família)

Sobre a vocação (diz respeito ao serviço)

Graças a Deus que na Escritura nós podemos encontrar respostas e diretrizes abundantes para cada uma dessas áreas. 

Aliás, a Bíblia foi escrita para nos dar respostas relativas a todas elas, especialmente no que diz respeito à primeira – a nossa salvação.

Por ora, iremos nos concentrar nos princípios que Abraão nos deixou sobre como decidir na hora de escolher com quem namorar e casar.

A juventude (e também seus pais) ganharia muito se estudasse cuidadosamente este capítulo de Gênesis em busca de princípios norteadores, visando a preparação para o namoro e o casamento, à medida que contemplam estas possibilidades. É o que faremos agora.

Antes de cairmos nos princípios propriamente ditos, faremos bem em entender a estrutura deste capítulo tão longo de Gênesis.

Gênesis 24

Há cinco atos neste episódio:

1) O pedido solene de Abraão ao seu servo de confiança (v. 1-9);

2) A viagem do servo pelo deserto e o seu encontro com Rebeca (v. 10-27);

3) A explicação do servo sobre sua missão aos pais de Rebeca e a resposta positiva (v. 28-53);

4) O pedido do servo de voltar imediatamente com Rebeca e o seu consentimento (v. 54-58);

5) A partida de Rebeca, a bênção de seus familiares, o encontro e o casamento com Isaque (v. 59-67)

Com isso em mente, vejamos quais são os princípios que nós podemos aprender na hora de decidir sobre namoro e casamento. Destaco 7!

1. Ouça e acate os conselhos piedosos de seus pais. v. 1-9

Aqui está um ancião (com seus 120 / 135 anos de idade). Ele acabou de sepultar a sua esposa (Gênesis 23). 

Ele sabe que o próximo grande acontecimento de sua vida será a sua partida para estar com o SENHOR (Gênesis 25).

Logo, ele se preocupa em ajudar seu filho a encontrar a sua outra metade (Gênesis 24).

Só que neste caso, o casamento é mais importante do que o normal. 

A descendência de Isaque abençoaria as nações. Dela nasceria o messias (Gênesis 3.15). É por isso que ele destaca o seu mais importante e confiável servo para esta importantíssima tarefa. Veja o texto (v. 1-9):

Abraão tinha ouvido e visto a mão de Deus (Gênesis 22.20-24) preservando a sua descendência. 

Ele sabia que era Deus agindo em favor de Isaque e sua descendência!

Ouça as palavras piedosas e de sabedoria de seus pais. Isto é mandamento do SENHOR: (Provérbios 4.1-6)

Os conselhos piedosos dos pais são joias de sabedoria com as quais Deus presenteia os filhos. 

Precisamos valorizar esses tesouros.

Não siga a tendência dos últimos dias: 1 Sabe, porém, que nos últimos dias haverá tempos difíceis; 2 pois os homens amarão a si mesmos, (...) arrogantes, (...) desobedientes aos pais, (...),

4 orgulhosos, (...) 5 com aparência de religiosidade” (2 Timóteo 3.1-5).

2. Encharque o processo com oração (v. 10-14)

O servo fiel de Abraão partiu para a sua missão e, a postos, pôs-se a orar!

NOTA: Observe que, com exceção da intercessão de Abraão por Sodoma (Gênesis 18), esta é a primeira oração registrada na Bíblia. Impressionante! Ele aprendeu a orar com Abraão e colocou em prática o que aprendeu na ora de achar a esposa de Isaque!

Ele ora buscando o discernimento do SENHOR. Sua oração é cheia de questões que ele levanta.

3. Procure por qualidades que revelem caráter (v. 15-20)

A beleza e a formosura passam, mas a qualidade do caráter permanece para sempre. É por isso que o servo de Abraão se concentra na beleza do caráter de Rebeca (quando ele orou).

E foi exatamente o que ele viu, enquanto ele ainda orava de olhos bem abertos...

Essa jovem vem de berço e, além de bonita, ela é de um belíssimo caráter:

Sensível às necessidades dos outros;

Serva solícita, sempre pronta a ir além do que os outros pediam;

Determinada, diligente, hospitaleira, compassiva, delicada; esforçada;

Trabalhadora (1 camelo bebe em média 75,5 litros; 10 camelos juntos bebem 755 litros; ela com um balde de 12 litros deve ter feito mais ou menos 63 viagens!).

4. Reflita cuidadosamente sobre as evidências (v. 21-27)

É muito importante notar a forma como o servo de Abraão está procedendo a esta altura. Ele não se precipita em dizer que Deus o respondeu! Ele para e reflete nas evidências. (Gênesis 24.21)

Faltava-lhe ainda mais uma evidência. Ela tinha de ser da descendência de Abraão. 

Não podia ser de outro lugar! (Fica aqui o princípio de que não pode haver jugo desigual – aquela história de que fulano (a) só falta ser crente, não serve para ele – 2 Coríntios 6.14-18!).

Rebeca tinha todas as qualidades, mas precisava ser descendente de Abraão. Era isso que o servo queria ouvir. Por isso pergunta...

23 e perguntou: De quem tu és filha? Dize-me, peço-te, se há lugar na casa de teu pai onde se possa passar a noite. 

24. Ela lhe respondeu: Eu sou filha de Betuel, filho de Milca, que ela deu a Naor. 

25. E prosseguiu: Temos bastante palha e forragem, e lugar para o pernoite. (Gênesis 24.23-25)

Esse servo orou, buscou, esperou, avaliou, refletiu e agora ele está certo de que Deus o dirigiu; por isso ele louva:

26. Então o homem inclinou-se e adorou o SENHOR, 27 dizendo: Bendito seja o SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, que não retirou do meu senhor a sua bondade e a sua fidelidade; quanto a mim, o SENHOR me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu senhor. (Gênesis 24.26-27)

Reflita cuidadosamente sobre as evidências, aja em obediência a Deus e na hora certa você haverá de louvar ao SENHOR. Tenha Fé!

5. Observe as relações entre os membros da família (v. 28-32)

Rebeca corre para contar toda a história à sua família. É a chance de o servo conhecer a forma como os familiares de Rebeca se relacionavam.

28. A moça correu e relatou essas coisas aos da casa de sua mãe. 29 Rebeca tinha um irmão chamado Labão, que saiu correndo ao encontro daquele homem até a fonte, 

30. pois tinha visto o pendente e as pulseiras nos braços de sua irmã, e ouvido as palavras de sua irmã Rebeca, que disse: Assim me falou aquele homem. 

Ele foi encontrar o homem, que estava em pé junto aos camelos, ao lado da fonte. 

31. E disse: Entra, bendito do SENHOR. Por que estás aqui fora? Pois já preparei a casa e o lugar para os camelos. 

32. Então o homem foi a casa e descarregou os camelos; deram palha e forragem para os camelos e água para lavar os pés dele e dos homens que o acompanhavam.

Qualidades e defeitos de família geralmente são carregados para os lares que formamos.

Essa atitude interesseira vista em Labão, será reproduzida na família de Rebeca e Isaque! (Gênesis 25.27-28)

Observe as relações entre os membros da família! Pense e pondere. Não se precipite.

6. Veja se há compromisso espiritual em ambas as partes (v. 33-60)

À mesa, na casa dos familiares de Rebeca, o servo de Abraão não comeu até contar o que lhe fazia estar ali (v. 
33-38). Ele repete toda a história nos seus mínimos detalhes (v. 39-48).

Ao terminar a sua história ele lhes faz uma pergunta penetrante:

Portanto, se agora haveis de tratar com bondade e com fidelidade o meu senhor, dizei-o; se não, também dizei-o, para que eu vá para a direita ou para a esquerda. (Gênesis 24.49)

A resposta deles é positiva. Eles entenderam que era a mão do SENHOR:

50 Então Labão e Betuel responderam: Isso procede do SENHOR; nada podemos dizer, nem de mal nem de bem. 

51. Rebeca está diante de ti, toma-a e vai; que ela se torne a mulher do filho de teu senhor, como disse o SENHOR. 

52. Quando o servo de Abraão ouviu as palavras deles, prostrou-se em terra diante do SENHOR. (Gênesis 24.50-52)

Chegara o momento de Rebeca discernir por ela mesma (Gênesis 24.53-60):

53. Então o servo tirou joias de prata, joias de ouro e vestidos, e deu-os a Rebeca; também deu presentes de valor ao irmão e à mãe dela. 

54. Então ele e os homens que estavam com ele comeram, beberam e passaram a noite. Quando se levantaram de manhã, o servo disse: Deixai-me ir de volta ao meu senhor. 

55. E o irmão e a mãe da moça disseram: Deixa que ela fique conosco alguns dias, pelo menos dez dias, e depois ela irá. 

56. Porém ele lhes respondeu: Não deveis me deter, visto que o SENHOR tem dado sucesso à minha missão; deixai-me partir, para que eu volte ao meu senhor. 

57. E eles disseram: Chamaremos a moça e perguntaremos a ela mesma. 

58. Então chamaram Rebeca e lhe perguntaram: Tu irás com este homem? Ela respondeu: Irei. 

59. Então se despediram de sua irmã Rebeca, de sua ama, do servo de Abraão e dos homens que estavam com ele; 
60. e abençoaram Rebeca, dizendo-lhe: Nossa irmã, sê tu a mãe de milhares de milhares, que a tua descendência domine a cidade de seus adversários!

Rebeca também entendeu o propósito e a mão de Deus por traz de tudo e, por isso, estava pronta a se submeter (e se submeter rapidamente, sem rodeios) à vontade do SENHOR.

Compromisso e sensibilidade espiritual são essenciais em ambas as partes.

7. Estabeleça um fundamento sólido para o casamento (v. 61-67)

Namoros saudáveis são importantes. Portanto, cultive hábitos santificadores que farão toda a diferença hoje e sempre, enquanto você se relaciona com alguém em potencial.

Há cinco elementos que eu gostaria de destacar nestes versos finais, que estabelecem um fundamento sólido para o casamento, e que são importantes ainda no tempo de namoro:

a) ANTECIPAÇÃO SAUDÁVEL – Olhando para a história de Rebeca e Isaque nós percebemos que ambas as partes estavam esperando com expectativa pelo grande momento do encontro e da consumação.

Rebeca (Gênesis 24.58, 61)

58 Então chamaram Rebeca e lhe perguntaram: Tu irás com este homem? Ela respondeu: Irei. (...) 

61. Assim Rebeca se levantou com as suas servas e, montando nos camelos, seguiram o homem; e o servo partiu, levando Rebeca.

Isaque (Gênesis 24.62-63)

62 Isaque tinha vindo do caminho de Beer-Laai-Roi, pois habitava na terra do Neguebe. 

63. Isaque havia ido ao campo numa tarde para meditar e, levantando os olhos, viu que camelos se aproximavam.

Deve haver o desejo de unir a vida em matrimônio e desfrutar a vida na plenitude da vida a dois, como Deus planejou que fosse. Sem obsessão e pecado, é claro.

b) RELAÇÃO SANTIFICADA – Acho linda a forma tão decorosa como Rebeca aproximou-se de seu futuro marido (Gênesis 24.64-65):

64 Rebeca também levantou os olhos e, quando viu Isaque, desceu do camelo 65 e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? O servo respondeu: É o meu senhor. Então ela pegou o véu e se cobriu.
Rebeca era linda (Gênesis 24.16), mas ela não queria explorar os seus contornos, ela queria revelar o seu caráter. É assim que uma mulher de Deus (e também um homem de Deus) deve se portar e se revelar.

c) PARTICIPAÇÃO SIMULTÂNEA – Observem que tanto Isaque como Rebeca partem para encontrarem-se um com o outro. 
É participação mútua e simultânea. Um relacionamento saldável envolve as duas partes contribuindo para o bem do outro e dos dois. Alguma coisa está errada quando uma parte só toma iniciativas. Essas iniciativas de participação simultânea devem começar e ser cultivadas no namoro.

d) COMUNICAÇÃO SINCERA – Quando Isque e Rebeca finalmente se encontraram, eles ouviram tudo o que o servo tinha para contar (v. 66). Saber ouvir começa no namoro.

e) EMOÇÕES SARADAS – Se há algo que o relacionamento de Rebeca e Isaque começa a nos mostrar nesse ponto da história é que as suas emoções começam a ser saradas no momento em que eles se conhecem. Principalmente as emoções dele.

Isaque levou Rebeca para a tenda de Sara, sua mãe; tomou-a, e ela se tornou sua mulher; e ele a amou. 

Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe. (Gênesis 24.67)

Intimidade, conforto, consolo e amizade compõem o ambiente certo para que haja confronto que produz crescimento. 

No namoro isso deve ser cultivado. Sem relacionamento sexual, é claro; mas com diálogo, afeto e Palavra de Deus.

Oito entre dez namorados transam pela primeira vez fazendo as pazes. Não estou inventando. O IBGE tem as estatísticas. (Luís Fernando Veríssimo)

Temo que Luís Fernando Veríssimo esteja correto em seu diagnóstico. E se estiver, arrisco dizer que esses oito entre dez namorados que transam para fazer as pazes, não aprendem a dialogar, não aprendem a curar as feridas emocionais uns dos outros, e não terão um bom relacionamento sexual, caso venham a se casar (já que é exatamente o diálogo e a saúde emocional que proporcionam sustentação para a vida sexual). É no namoro que se começa a lutar pela cura das emoções.

Algumas questões práticas

Não entra em jugo desigual (Isaque e Rebeca são descendentes de Abraão).

Rebeca foi conhecida em um local de respeito (não foi no “Bar-Zeado”).

Ela não era uma moça “folgada” (trabalhava pesado e era de muita iniciativa).

Ela não ficava de insinuação por aí; era modesta, apesar de muito bonita (subiu o véu).

Ela não ficou enrolando; quando o servo chamou, ela foi logo.

Procurando a sua metade

Adote os princípios ensinados neste capítulo da vida de Abraão. 

Eles não estão aqui por acaso. Sim, eles são custosos. Mas valerão a pena.

Abandone o método carnal (fazer como todo mundo, apelando para a sensualidade)

Não se escore no método super espiritual (deixar tudo com Deus)

Não espere no método natural (agir pressionado pela falta de opção)

1 Portanto, irmãos, exorto-vos pelas compaixões de Deus que apresenteis o vosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 

2. E não vos amoldeis ao esquema deste mundo, mas sede transformados pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12.1-2)

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Um Forte Abraço! Nos laços do Calvário que nos une......A serviço do Rei, Pr João Nunes Machado!


FAMÍLIA - NÃO É BOM QUE O HOMEMESTEJA SÓ ( PARTE XXI )*

TEXTO BASÍCO Gênesis 2:18 e Eclesiastes 4:8-12

INTRODUÇÃO

18.E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.

8.Há um que é só, e não tem ninguém, nem tampouco filho nem irmão; e contudo não cessa do seu trabalho, e também seus olhos não se satisfazem com riqueza; nem diz: Para quem trabalho eu, privando a minha alma do bem? Também isto é vaidade e enfadonha ocupação.

9.Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.

10.Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.

11.Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?

12.E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.

Deus viu que todas as coisas que fez eram boas, e a única coisa que Deus fez e não gostou, foi a dever o homem sozinho.

O homem também não gostou de ficar sozinho olhando todos aqueles animais vivendo em companhia um do outro e em relacionamento mútuo. E imaginava: Qual desses animais poderia ser minha companheira? Mas, a girafa era grande demais, a leoa muito forte, etc. Brincadeiras à parte...

I. Por que Deus não queria o homem sozinho?

A. Um homem sozinho é meio-homem.

Os rabinos em seu comentário na Torá dizem que um homem solteiro é incompleto, é meio-homem.

B. Porque a vida é feita de relacionamentos.

1. Deus se relaciona com o Filho e com o Espírito. O relacionamento do céu tem de ser visto na terra.

2. Uma pessoa solitária é presa fácil para as artimanhas de Satanás. Eva estava só quando o Diabo a tentou.

2. Salomão mostrou a importância do relacionamento a dois em Eclesiastes 4.8-12.

A. Por que precisamos nos relacionar?

1. É preciso ter alguém com quem compartilhar os momentos de tristeza e de alegria; de descobertas e de perdas.

2. Quando vivemos sozinhos temos a tendência de criarmos “manias” de pessoas que vivem sós. Nosso companheiro ou companheira nos ajuda a nos livrar das manias. (Meter o dedo no nariz; fuçar o ouvido; ringir os dentes; comer de boca aberta; dizer coisas sem sentido...).

3. Nosso cônjuge é vigilante atento. Ele passa a nos conhecer e sabe se alguma coisa está errada até quando abrimos a fechadura da porta.

4. Nosso companheiro (a) é também ajuda espiritual, puxando-nos sempre para mais perto de Deus; insistindo para lermos as escrituras, para a oração, etc.

5. A vida a dois – duas pessoas de raças e culturas diferentes – é um milagre social criado por Deus.

Conclusão: 

O maior mistério do casamento é a união de duas pessoas que cresceram em lares diferentes, culturas diferentes, alguns têm aspectos físicos diferentes; gostos diferenciados e, no entanto, se unem para cumprir e levar adiante o propósito de Deus na terra. E, há muito o que dizer daqui em diante para os noivos.

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FAMÍLIA - IRÀS COM ESTE HOMEM? ISAQUE E REBECA( PARTE XXII )*

TEXTO BASÍCO GN 24:58

INTRODUÇÃO

"E chamaram a Rebeca, e disseram-lhe: Irás tu com este homem? Ela respondeu: Irei."

Rebeca foi a esposa que enganou seu marido. Ela não foi a primeira nem a última, mas seu nome nos lembra o romance que teve início à beira de um poço da histórica Mesopotâmia.

Aquela bela e doce jovem sofreria grandes transformações ao longo da vida. Isaque também.

I. O começo da história.

A. À beira de um poço no Oriente. Tiremos os poços das cenas bíblicas e teremos roubado deste livro extraordinário sua beleza e encanto. Porque:

1. Foi à beira de um poço que o anjo salvou Agar e Ismael de morrerem de sede.

2. Foi à beira de um poço de Mídiam que Moisés encontrou-se com Zipora.

3. Foi à beira de um poço que Jacó beijou Raquel pela primeira vez e esperou 14 anos por outra oportunidade.

4. Foi à beira do poço de Jacó que a samaritana se encontrou com Jesus.

Numa tarde, quando o sol se punha sobre o deserto, perto da cidade de Naor, aproximava-se uma caravana. Seu chefe era Eliezer.

II. Irás?

A. Irás com este homem?

1. Depois de dar graças a Deus pelo feliz acontecimento, Eliezer explica sua missão e decide regressar imediatamente para Canaã. Labão, então, pergunta à sua irmã: “Irás com este homem?”. Ela, sem vacilar, respondeu: “Irei”.

2. O sentido destas palavras. Rebeca acompanha um homem estranho e inicia a longa viagem. Isaque estava no campo meditando.

3. Quantas moças casam e continuam apegadas à saia da mamãe e trazem problemas para seu casamento (Gênesis 2.24). E homens também que não se desprendem da mamãe e arrumam problemas para a esposa.

B. Depois de vinte anos de casamento nasceram-lhes dois filhos: Esaú e Jacó (Gênesis 25.21).

a) Isaque tinha preferência por Esaú. Era “macho”, peludo, caçador, corajoso (Gênesis 25.28).

b) Rebeca sabe que Isaque está ficando velho, não vê direito (Gênesis 27.1).

4. Um dia Raquel ouve se esposo fazer uma proposta a Esaú, e brotou nela uma astuta ideia. A bênção patriarcal era importante (Gênesis 27.5).

III. O que o homem semear...

A. A lei da semeadura cobra seu preço.

1. Quando Esaú chegou. O desespero de saber que seu irmão o traíra pela segunda vez. 

Jacó, aconselhado pela mãe trai a seu pai e a seu irmão.

2. As lágrimas de Esaú. Chorou amargamente. Mas ele era o culpado (Gênesis 27.34)

3. Anos depois Jacó seria traído pelo sogro, pelas mulheres, por seus filhos, e colheria traição a vida toda.

4. Judas disse: Pequei.

5. O pródigo disse: Pequei!

6. Davi disse: Pequei.

Você pode dizer: Pequei

IV. Uma grande mãe.

A. O que uma mãe não faz por seu filho!

1. Apesar de todas as suas faltas Rebeca foi uma grande mãe. 

Lançou mão do engano e da fraude com um propósito elevado. Não era para ela. Mas, para Jacó.

2. Como Salomé, mãe de Tiago e de João. Ela pediu para Jesus o melhor para seus filhos (Mateus 20.21).

No Antigo Testamento pode-se ver mães interferindo, direcionando ou abençoando a vida de seus filhos.

3. Mães! O que vocês estão pedindo para seus filhos? Estão pedindo que eles sejam salvos?

Conclusão: 

Hoje lhe apresento a mesma pergunta: Você irá com este homem? Sabe que ao contrair as núpcias você entrega seus sonhos, nas mãos de um homem; e você homem entrega seus sonhos nas mãos de uma mulher.

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FAMÍLIA - JARDIM DO CASAMENTO ( PARTE XXIII )*

TEXTO BASÍCO CATARES 4:16;5:1

INTRODUÇÃO

16.Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que destilem os seus aromas. Ah! entre o meu amado no jardim, e coma os seus frutos excelentes!
 
1.Já entrei no meu jardim, minha irmã, minha esposa; colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite; comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados.

Este livro é, que tem como autor Salomão, para muitos tem sido uma alegoria do amor de Deus por sua Igreja, mas com a característica de ser uma leitura sapiencial, ou seja de sabedoria, que se destinge principalmente por centrar-se no âmbito comum do relacionamento humano.

Cantares ou Cânticos dos Cânticos, se refere ao relacionamento conjugal.

É interessante que em todo seu conteúdo este livro busca demonstrar que o casamento se funda no amor nas dimensões: a) da Autodoação; b) da Paixão e c) do Compromisso.

Este é o espectro do amor de Deus por sua Igreja, e deve servir de exemplo a nós para a aliança do casamento.

E com base nisto, a partir dos versos que lemos gostaria de meditar sobre: 

O jardim do casamento

A figura de um jardim é interessante porque trás a expectativa de beleza e também a necessidade de cuidado do casamento. Há uma relação direta de cuidado e sobrevivência, como no casamento.

É nesta perspectiva que gostaria que vislumbrássemos o Casamento com base neste texto de Cantares.

I. O Jardim é a metáfora do Relacionamento em que se compartilha:

1. "OS SONHOS" 4:16ª. "Sopra vento ... para que se derramem seus aromas" Casamento é lugar de sonhar com o romance, com a beleza. É lugar de buscar a vida melhor, a concretização de expectativas e fantasias. 

O pedido do sopro do vento deixa transparecer que estes sonhos precisam de ajuda para acontecer, e interessante que o ES na Bíblia trás a ideia de sopro, e o vento é em verdade um forte sopro. 

Portanto amados sem ação do Espírito estes sonhos podem ser bons e provavelmente não se realizarão. Pois Deus é o autor do casamento e o cordão forte que o sustenta. 

Casamento é sonho de felicidade de aroma doce e suave, que só ocorrerá se impulsionado por Deus. Bodas, são a confirmação disto, total o parcialmente, dependendo da parcela que permitimos ES soprar.

2. "O DESEJO DE COMPLETAR" 4:16b. 

"venha e coma". Mas não qualquer coisa, mas frutos excelentes. Casamento é portanto compartilhar, doar, oferecer o que temos de melhor. Jesus, o noivo, fez assim com sua Igreja, e é sito que Ele recomendo e “vós maridos amai como Cristo amou a Igreja, e deu sua vida por ela". Para tais frutos é necessário também esperar um pouco, eles não virão logo, pois para tê-los é necessário preparar a terra do nosso coração; semear a semente da abnegação; podar a folhas machucadas de nossos traumas; limpar as ervas daninhas de nosso caráter. 
Adubar muito com a Palavra, e regar muito com o Espírito de Deus. Por vezes não obtemos bons frutos porque somos jardineiros negligentes, que queremos o jardim mas não o trabalho de cuidar dele. 

Sabendo que isto requer tempo, dedicação e abdicação. E em nossa negligência olhamos para outros jardins e achamos que são melhores. 

Ou então não colhemos frutos, mas vemos nosso jardim seco e sem vida, sem beleza porque não cultivamos efetivamente o desejo de compartilhar, de doar.

3. "O COMPANHEIRISMO" 5:1. " minha irmã...". 

Aliás, este é um ponto crucial. Pois no casamento existe alegrias; lutas; paixão; mas o que o firma realmente é o companheirismo; o ombro amigo; o ouvido disponível; a mão amiga. A compaixão com o irmão mais frágil.

II. E este relacionamento deve ter o compromisso, ALIANÇA: 5:1

"noiva minha..."

Pessoa que amo e que me comprometo a servir, a cuidar.

A aliança do casamento é tremenda porque envolve um instituto criado por Deus, e o qual ele valoriza. Ou seja é uma aliança com o próprio Deus.

Aliança para com o amor da mocidade ; aliança de fidelidade.. e de amor como de Cristo, amor de sacrifício e compromisso.

Conclusão: 


O jardim como metáfora do relacionamento conjugal nos reflete os sonhos; o desejo de completar; o companheirismo e a aliança de fidelidade e sacrifício do casamento.

Contudo só assim é que gozaremos os frutos deste jardim, das bênçãos que produzirão.

E portanto gozar do doce mel deste jardim e beber o vinho das uvas que nele se produziram. 

Alimentos estes que tornam o casamento doce e saudável pela capacidade medicinal e pela força nutritiva de seus frutos.

E este será um relacionamento que será uma bênção não só para os noivas mas para todos os que dele possam ser convidados a participar dos frutos.

Bodas de prata são a confirmação disto, pois é um momento em que o casal publicamente demonstra estas verdades em suas vidas, e que inclusive devem rememorar esta metáfora e confirmar seus votos.

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Um Forte Abraço! Nos laços do Calvário que nos une......A serviço do Rei, Pr João Nunes Machado!